Início / História / Independência da América Espanhola Exercícios

Independência da América Espanhola Exercícios

Lista de exercícios de História Mundial sobre a Independência da América Espanhola.

1. Independência da América: Após a Independência, integramo-nos como exportadores de produtos primários à divisão internacional do trabalho, estruturada ao redor da Grã-Bretanha. O Brasil especializou-se na produção, com braço escravo importado da África, de plantas tropicais para a Europa e a América do Norte. Isso atrasou o desenvolvimento de nossa economia por pelo menos uns oitenta anos. Éramos um país essencialmente agrícola e tecnicamente atrasado por depender de produtores cativos. Não se poderia confiar a trabalhadores forçados outros instrumentos de produção que os mais toscos e baratos. O atraso econômico forçou o Brasil a se voltar para fora. Era do exterior que vinham os bens de consumo que fundamentavam um padrão de vida “civilizado”, marca que distinguia as classes cultas e “naturalmente” dominantes do povaréu primitivo e miserável. (…) E de fora vinham também os capitais que permitiam iniciar a construção de uma infraestrutura de serviços urbanos, de energia, transportes e comunicações. Paul Singer. Evolução da economia e vinculação internacional. In: I. Sachs; J. Willheim; P. S. Pinheiro (Orgs.). “Brasil: um século de transformações”. São Paulo: Cia. das Letras, 2001, p. 80. Levando-se em consideração as afirmações anteriores, relativas à estrutura econômica do Brasil por ocasião da independência política (1822), é correto afirmar que o país:
a) se industrializou rapidamente devido ao desenvolvimento alcançado no período colonial.
b) extinguiu a produção colonial baseada na escravidão e fundamentou a produção no trabalho livre.
c) se tornou dependente da economia europeia por realizar tardiamente sua industrialização em relação a outros países.
d) se tornou dependente do capital estrangeiro, que foi introduzido no país sem trazer ganhos para a infraestrutura de serviços urbanos.
e) teve sua industrialização estimulada pela Grã-Bretanha, que investiu capitais em vários setores produtivos.

 


2. Constituição de 1824:
“Art. 98. O Poder Moderador é a chave de toda a organização política, e é delegado privativamente ao Imperador (…) para que incessantemente vele sobre a manutenção da Independência, equilíbrio, e harmonia dos demais poderes políticos (…) dissolvendo a Câmara dos Deputados nos casos em que o exigir a salvação do Estado.”
Frei Caneca:
“O Poder Moderador da nova invenção maquiavélica é a chave mestra da opressão da nação brasileira e o garrote mais forte da liberdade dos povos. Por ele, o imperador pode dissolver a Câmara dos Deputados, que é a representante do povo, ficando sempre no gozo de seus direitos o Senado, que é o representante dos apaniguados do imperador.”

(Voto sobre o juramento do projeto de Constituição)


Para Frei Caneca, o Poder Moderador definido pela Constituição outorgada pelo Imperador em 1824 era:
a) adequado ao funcionamento de uma monarquia constitucional, pois os senadores eram escolhidos pelo Imperador.
b) eficaz e responsável pela liberdade dos povos, porque garantia a representação da sociedade nas duas esferas do poder legislativo.
c) arbitrário, porque permitia ao Imperador dissolver a Câmara dos Deputados, o poder representativo da sociedade.
d) neutro e fraco, especialmente nos momentos de crise, pois era incapaz de controlar os deputados representantes da Nação.
e) capaz de responder às exigências políticas da nação, pois supria as deficiências da representação política.

 


3. Independência da América: No tempo da independência do Brasil, circulavam nas classes populares do Recife trovas que faziam alusão à revolta escrava do Haiti:
Marinheiros e caiados
Todos devem se acabar,
Porque só pardos e pretos
O país hão de habitar.
(AMARAL, F. P. do. Apud CARVALHO, A. Estudos pernambucanos. Recife: Cultura Acadêmica, 1907).


O período da independência do Brasil registra conflitos raciais, como se depreende:
a) dos rumores acerca da revolta escrava do Haiti, que circulavam entre a população escrava e entre os mestiços pobres, alimentando seu desejo por mudanças.
b) da rejeição aos portugueses, brancos, que significava a rejeição à opressão da Metrópole, como ocorreu na Noite das Garrafadas.
c) do apoio que escravos e negros forros deram à monarquia, com a perspectiva de receber sua proteção contra as injustiças do sistema escravista.
d) do repúdio que os escravos trabalhadores dos portos demonstravam contra os marinheiros, porque estes representavam a elite branca opressora.
e) da expulsão de vários líderes negros independentistas, que defendiam a implantação de uma república negra, a exemplo do Haiti.

 


4. “Criollos” e “Chapettones” eram respectivamente:
a) Os espanhóis e os mestiços.
b) Os naturais da América e os espanhóis.
c) Os mestiços e os precursores da independência.
d) Nenhuma delas é correta.

 

 

5. Independência da América: São causas internas da independência dos países Latino-Americanos, EXCETO:
a) As condições sociais das colônias.
b) A imprensa e as universidades.
c) As pressões contra os naturais da terra.
d) A atuação dos “cabildos”.

e) O abrandamento dos impostos.

 

Revoluções Francesas Atividades com Gabarito.


6. Independência da América: Assinale a alternativa que apresenta informação correta sobre o processo de independência da América Espanhola.
a) O conjunto das lideranças independentistas defendia a instauração do regime monárquico constitucional.
b) As elites criollas lideraram os movimentos de independência nas colônias, objetivando liberdade de comércio e poder político.
c) Os índios, negros e mestiços apoiaram os criollos, formando uma frente contra o colonialismo espanhol.
d) A monarquia espanhola reagiu rapidamente às lutas de independência, enviando tropas numerosas e bem armadas a todas as colônias rebeladas.

 


7. Independência da América: Na independência de países da América Latina, da Bélgica, da Grécia e da Bulgária, e nas unificações italiana e alemã, esteve presente o:
a) marxismo, que se constituiu em elemento aglutinador dos partidários das revoluções.
b) nacionalismo, que figurou como força revolucionária no século XIX.
c) iluminismo, que representou a base ideológica dos movimentos reacionários de restauração.
d) liberalismo, que serviu de sustentação para o retorno à velha ordem econômica do século XVIII.
e) bonapartismo, que representou o apoio dos setores militares às lideranças locais

 


8. Relaciona-se com o processo de Independência da América Espanhol:

a) a marginalização econômica dos criollos devido às discriminações metropolitanas.
b) o apoio da Santa Aliança às lutas emancipadoras dos colonos americanos.
c) a aliança da Inglaterra com a Espanha e Portugal para refrear os movimentos de libertação das colônias ibero-americanas.
d) a difusão das teorias anarquistas e socialistas a luta contra a exploração colonialista.
e) a influência das ideias liberais presentes na Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa.

 

 

9. Independência da América: A primeira fase da industrialização latino-americana, na segunda metade do século XIX, foi marcada por experiências distintas, segundo as peculiaridades de cada país. Em relação a este tema é correto afirmar:
a) O período denominado “Porfiriato”, no Chile, assegurou para este país a estabilidade política e a expansão das atividades exportadoras necessárias à consolidação de sua indústria.
b) No caso da Argentina e do México, ambos tipicamente agrário-exportadores, o desenvolvimento industrial teve por base a incorporação do artesanato local preexistente.
c) A Argentina e a Bolívia são exemplos de países nos quais uma economia exportadora de produtos agrícolas engendrou, rapidamente, importante mercado interno para o surto industrial.
d) Na primeira fase, fortemente calcada sobre a produção artesanal já existente, a industrialização mexicana foi garantida por uma política protecionista e de unificação do mercado nacional.
e) A industrialização boliviana constituiu-se no exemplo de uma economia mineira de exportação cuja infraestrutura teve grande significado para a absorção de um vasto contingente de trabalhadores.

 


10. Ao compararmos os processos de formação dos Estados Nacionais no Brasil e na América Hispânica, no século XIX, podemos afirmar que:
a) a unidade brasileira foi garantida pela existência de uma monarquia de base popular, enquanto que o caudilhismo, na América Hispânica, impediu qualquer tipo de participação das camadas mais baixas da população.
b) a unidade brasileira relacionou-se, exclusivamente, ao forte carisma dos representantes da Casa de Bragança, enquanto, na América Hispânica, não surgiu nenhuma liderança que pudesse aglutinar os diversos interesses em disputa.
c) as diferenças regionais, no Brasil, não ofereceram nenhum obstáculo à obra centralizadora em torno da Coroa, ao passo que na América Hispânica as diferenças regionais contribuíram para a sua fragmentação.
d) os interesses ingleses, na América Hispânica, eram mais presentes e foram os únicos determinantes da sua fragmentação, ao passo que no Brasil aqueles interesses não existiram de maneira tão marcante, de forma a impedir a obra da centralização.
e) não existiu, na América Hispânica, uma facção oligárquica hegemônica que conseguisse levar adiante a obra da unidade, enquanto no Brasil os interesses escravistas aglutinaram as elites em torno de um projeto centralista.

 


11. Independência da América: “Dos ricos é e foi fácil, desde a independência, o governo. Os pobres foram soldados, milicianos nacionais, votaram como o patrão mandou, lavraram a terra (…). Os pobres gozaram da gloriosa independência assim como os cavalos que em Chacabuco e Maipu avançaram contra as tropas do rei”.
(Santiago Arcos. In: GALEANO, Eduardo. “As caras e as máscaras”. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1985.)

O texto anterior apresenta uma visão crítica da América Espanhola, a partir de sua independência política e refere-se ao fato:
a) de a independência da América Espanhola ter sido realizada sob a liderança da Inglaterra (“ricos”), tornando os colonos (“pobres”) simples massa de manobra.
b) de os pobres da América Espanhola não serem capazes de compreender o alcance do processo de independência.
c) de o processo de independência ter sido liderado pelos “criollos”, elite colonial sem maiores compromissos com a situação dos índios, negros e mestiços.
d) de os pobres da América Espanhola lutarem após a independência por uma revolução social que acabasse com sua exploração, tendo sido, porém, derrotados.
e) de a independência ter-se dado somente no campo político, já que a Espanha manteve a dominação econômica sobre as suas antigas colônias.

 

🔵 >>> Confira todas as nossas questões sobre a História Mundial.

 

Gabarito com as respostas dos exercícios da História Mundial sobre a Independência da América:

1. C
2. C
3. A
4. B
5. E
6. B
7. B
8. E
9. D
10.E
11.C

Veja também:

Lista de exercícios com gabarito sobre a História do Brasil da República Velha à Era Vargas para quem irá prestar Vestibular, Enem e Concurso Público.

Exercícios Sobre a História do Brasil da República Velha à Era Vargas

Lista de exercícios com gabarito sobre a História do Brasil da República Velha à Era …

Lista de exercícios da História Mundial sobre o Inicio do Século XX para quem irá prestar Concurso Público, Enem e Vestibular.

Exercícios Sobre a História do Inicio do Século XX

Lista de exercícios da História Mundial sobre o Inicio do Século XX para quem irá …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *