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O Pré-Modernismo no Brasil Exercícios

Pré-Modernismo no Brasil – Leia os textos:

1. Pobre terra da Bruzundanga! Velha, na sua maior parte, como o planeta, toda a sua missão tem sido criar a vida, e a fecundidade para os outros, pois nunca os que nela nasceram, os que nela viveram, os que a amaram e sugaram-lhe o leite, tiveram sossego sobre o seu solo!

Lima Barreto – Os bruzundangas.

 

2. Senhora Dona Bahia,

nobre e opulenta cidade,

madrasta dos Naturais,

E dos Estrangeiros madre.

Dizei-me por vida vossa,

em que fundais o ditame

de exaltar, os que aí vêm,

e abater, os que ali nascem?

Gregório de Matos

 

1) (UFU-MG) Lima Barreto e Gregório de Matos estão cronologicamente distantes no contexto da Literatura Brasileira, entretanto podem ser aproximados pelo teor satírico que imprimiram às suas obras. Tome os fragmentos citados para responder às questões seguintes:

a) Fale sobre o tema que aproxima os dois textos.

b) Destaque do texto de Gregório de Matos um par de versos que tenha “uma figura de oposição” muito comum ao Barroco, classificando-a.

c) Aponte na prosa de Lima Barreto uma passagem que justifique a classificação do autor como pré- modernista.

 

 

Leia o soneto a seguir: “Psicologia de um Vencido”

Eu, filho do carbono e do amoníaco,

Monstro de escuridão e rutilância,

Sofro, desde a epigênesis da infância,

A influência má dos signos do zodíaco.

Profundissimamente hipocondríaco,

Este ambiente me causa repugnância…

Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia

Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme — este operário das ruínas —

Que o sangue podre das carnificinas

Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,

E há-de deixar-me apenas os cabelos,

Na frialdade inorgânica da terra!

Augusto dos Anjos

 

2) Pré-Modernismo no Brasil: (UFSM-RS) A partir desse soneto, é correto afirmar:

I. Ao se definir como filho do carbono e do amoníaco, o eu lírico desce ao limite inferior da materialidade biológica pois, pensando em termos de átomos (carbono) e moléculas (amoníaco), que são estudados pela Química, constata-se uma dimensão onde não existe qualquer resquício de alma ou de espírito.

II. O amoníaco, no soneto, é uma metáfora de alma, pois, segundo o eu lírico, o homem é composto de corpo (carbono) e alma (amoníaco) e, no fim da vida, o corpo (orgânico) acaba, apodrece, enquanto a alma (inorgânica) mantém-se intacta.

III. O soneto principia descrevendo as origens da vida e termina descrevendo o destino final do ser humano; retrata o ciclo da vida e da morte, permeado de dor, de sofrimento e da presença constante e ameaçadora da morte inevitável.

Está(ão) correta(s):

a) Apenas II.

b) Apenas III.

c) Apenas I e II.

d) Apenas I e III.

e) Apenas II e III.

 

 

3) (UFRS-RS) Considere as seguintes afirmações sobre Os sertões (1902), de Euclides da Cunha.

I. Nas duas primeiras partes do livro, o autor descreve, respectivamente, o homem e o meio ambiente que constituíam o sertão baiano, valendo-se, para tanto, das teorias científicas desenvolvidas na época – entre elas, a do Determinismo.

II. Ao descrever os sertanejos, o autor idealiza suas qualidades morais e físicas e conclui que seu heroísmo era resultado da fé nos ensinamentos religiosos do líder Antônio Conselheiro.

III. O autor descreve, na terceira parte do livro, as várias etapas da guerra de Canudos e denuncia o massacre dos sertanejos pelas tropas do exército brasileiro, revelando a miséria da região e, acima de tudo, o confronto cultural entre o Brasil litorâneo e o interiorano.

Quais estão corretas?

a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas III.

d) Apenas I e III.

e) I, II e III.

 

 

4) Pré-Modernismo no Brasil: (PUC-SP) As obras de Lima Barreto e Monteiro Lobato integram o período literário chamado Pré-Modernismo. Tal designação para este período justifica-se, porque ele

a) desenvolve temas do nacionalismo e se liga às vanguardas europeias.

b) engloba toda a produção literária que se fez antes do modernismo.

c) antecipa temática e formalmente as manifestações Modernistas.

d) se preocupa com o estudo das raças e das culturas formadoras do nordestino brasileiro.

e) prepara, pela irreverência de sua linguagem, as conquistas estilísticas do Modernismo.

 

 

Observe o texto:

Morreu Peri, incomparável idealização dum homem

natural como o sonhava Rousseau, protótipo de tantas

perfeições humanas que no romance, ombro a ombro com

altos tipos civilizados, a todos sobreleva em beleza de alma

e de corpo…. (…) O indianismo está de novo à deitar copa,

de nome mudado. Crismou-se de “caboclismo”.

Monteiro Lobato

 

5) Pré-Modernismo no Brasil: (Fuvest) No artigo “Urupês” (do qual se extraiu o trecho acima), Lobato chamou a atenção para um grave problema brasileiro. Responda:

a) Identifique Peri, citado no mesmo texto.

b) Cite, pelo menos, um dos “altos tipos civilizados”, com quem Peri competia no romance.

 

Atividades sobre o Simbolismo no Brasil de 1893 a 1922.

 

Leia: “O Martírio do Artista”

Arte ingrata! E enquanto, em desalento,

A órbita elipsoidal dos olhos lhe arda,

Busca exteriorizar o pensamento

Que em suas frontais células guarda!

Tarda-lhe a Ideia! A inspiração lhe tarda!

E ei-lo a tremer, rasga o papel, violento,

Como o soldado que rasgou a farda

No desespero do último momento!

Tenta chorar e os olhos sente enxutos! …

É como o paralítico que, à míngua

Da própria voz e na que ardente o lavra

Febre de em vão falar, com os dedos brutos

Para falar, puxa e repuxa a língua,

E não lhe vem à boca uma palavra!

Augusto dos Anjos

 

6) Pré-Modernismo no Brasil: (PUC-SP) Augusto dos Anjos é autor de um único livro, Eu, editado pela primeira vez em 1912. Outras Poesias acrescentaram-se às edições posteriores. Considerando a produção literária desse poeta, pode-se dizer que:

a) foi recebida sem restrições no meio literário de sua época, alcançando destaque na história das formas literárias brasileiras.

b) revela uma militância político-ideológica que o coloca entre os principais poetas brasileiros de veio socialista.

c) foi elogiada poeticamente pela crítica de sua época, entretanto não representou um sucesso de público.

d) traduz a sua subjetividade pessimista em relação ao homem e ao cosmos, por meio de um vocabulário técnico-científcopoético.

e) anuncia o Parnasianismo, em virtude das suas inovações técnico-científicas e de sua temática psicanalítica.

 

 

7) (UEL) Nas duas primeiras décadas do século XX, as obras de Euclides da Cunha e de Lima Barreto, tão diferentes entre si, têm como elemento comum:

a) a intenção de retratar o Brasil de modo otimista e idealista.

b) a adoção da linguagem coloquial das camadas populares do sertão.

c) a expressão de aspectos até então negligenciados da realidade brasileira.

d) a prática de um experimentalismo linguístico radical.

e) o estilo conservador do antigo regionalismo romântico.

 

 

8) Pré-Modernismo no Brasil: (Unicamp) O trecho a seguir, escolhido por Lima Barreto como epígrafe para introduzir sua obra, Triste fim de Policarpo Quaresma, comenta o confronto entre o ideal e o real:

“O grande inconveniente da vida real e o que a torna insuportável ao homem superior é que, se transportamos para ela os princípios do ideal, as qualidades passam a ser defeitos, de tal modo que, na maioria das vezes, o homem íntegro não consegue se sair tão bem quanto aquele que tem por estímulo o egoísmo ou a rotina vulgar.”

(Mac Auler)

a) Cite dois episódios do livro em que o comportamento idealista de Policarpo é ridicularizado por outras personagens.

b) Considerando-se a epígrafe citada, como pode ser analisada a trajetória de Policarpo Quaresma?

 

 

9) Pré-Modernismo no Brasil: (Enem) Leia o texto e observe a charge.

“…Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro corta, um quarto o afa nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer a cabeça do alfnete requerem-se 3 ou 4 operações diferentes; …”

Adam Smith, A Riqueza das Nações. Investigação sobre a sua Natureza e suas Causas. Jornal do Brasil, 19 de fevereiro de1997.

A respeito do texto e do quadrinho são feitas as seguintes afirmações:

I. Ambos retratam a intensa divisão do trabalho, à qual são submetidos os operários.

II. O texto refere-se à produção informatizada e o quadrinho, à produção artesanal.

III. Ambos contêm a ideia de que o produto da atividade industrial não depende do conhecimento de todo o processo por parte do operário.

Dentre essas afirmações, apenas

a) I está correta.

b) II está correta.

c) III está correta.

d) I e II estão corretas.

e) I e III estão corretas.

 

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Gabarito com as respostas do simulado sobre o Pré-Modernismo no Brasil:

) Tanto Gregório de Matos como Lima Barreto denunciam a cultura brasileira de exaltar o estrangeiro e desprezar e desrespeitar os próprios brasileiros.

b) Uma figura de linguagem frequente no período barroco é a antítese que podemos perceber nos dois últimos versos, entre os verbos “exaltar” e “abater”.

c) Lima Barreto é considerado um escritor do Pré-modernismo porque apresenta consciência crítica da realidade brasileira, como exemplifica o trecho em questão.

 

2) d; 3) d; 4) c;

 

5) a) Peri é o índio goitacá do romance romântico O guarani (1857), de José de Alencar. Como herói idealizado, Peri se comporta como ícone medieval, idolatrando sua “senhora” Cecília (Ceci). Da alegórica fusão do “casal primordial”, Peri (índio) e Ceci (portuguesa), surgirá uma nova “raça”, a brasileira.

b) Peri frequenta a fortaleza de D. Antônio de Mariz, pai de Cecília, e convive com a fidalguia portuguesa instalada no Brasil colonial: D. Álvaro de Sá e Aires Gomes, entre outros. Note que, segundo Lobato, o índio já não é mais um “super-herói”, e que a fusão, na verdade, deu o caboclo brasileiro – o caboclo Jeca Tatu.

 

6) d; 7) c;

 

8) a) A sugestão de tornar o tupi-guarani língua oficial do Brasil; a adoção de hábitos indígenas; a tentativa de fazer do sítio “Sossego” exemplo de reforma agrícola; as ordens de comando do major durante o episódio da Revolta da Armada, entre outros.

b) Policarpo Quaresma é quixotesco, isto é, não consegue realizar o que idealiza. Cheio de boas intenções, nacionalista ufano, Policarpo Quaresma parte do ideal, choca-se com o real e, ironicamente, tem o seu triste fim: o honesto nacionalista é fuzilado por traição.

 

9) e

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