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Exercícios Sobre a História do Brasil da República Velha à Era Vargas

Lista de exercícios com gabarito sobre a História do Brasil da República Velha à Era Vargas para quem irá prestar Vestibular, Enem e Concurso Público.

1 – República Velha à Era Vargas: Os textos abaixo relacionam-se a momentos distintos da nossa história.
“A integração regional é um instrumento fundamental para que um número cada vez maior de países possa melhorar a sua inserção num mundo globalizado, já que eleva o seu nível de competitividade, aumenta as trocas comerciais, permite o aumento da produtividade, cria condições para um maior crescimento econômico e favorece o aprofundamento dos processos democráticos. A integração regional e a globalização surgem assim como processos complementares e vantajosos.”
(Declaração de Porto, VIII Cimeira Ibero-Americana, Porto, Portugal, 17 e 18 de outubro de 1998)


“Um considerável número de mercadorias passou a ser produzido no Brasil, substituindo o que não era possível ou era muito caro importar. Foi assim que a crise econômica mundial e o encarecimento das importações levaram o governo Vargas a criar as bases para o crescimento industrial brasileiro.”
(POMAR, Wladimir. Era Vargas – a modernização conservadora)


É correto afirmar que as políticas econômicas mencionadas nos textos são:
(A) opostas, pois, no primeiro texto, o centro das preocupações são as exportações e, no segundo, as importações.
(B) semelhantes, uma vez que ambos demonstram uma tendência protecionista.
(C) diferentes, porque, para o primeiro texto, a questão central é a integração regional e, para o segundo, a política de substituição de importações.
(D) semelhantes, porque consideram a integração regional necessária ao desenvolvimento econômico.
(E) opostas, pois, para o primeiro texto, a globalização impede o aprofundamento democrático e, para o segundo, a globalização é geradora da crise econômica.

 


2 – República Velha à Era Vargas: O autor da constituição de 1937, Francisco Campos, afirma no seu livro, O Estado Nacional, que o eleitor seria apático; a democracia de partidos conduziria à desordem; a independência do Poder Judiciário acabaria em injustiça e ineficiência; e que apenas o Poder Executivo, centralizado em Getúlio Vargas, seria capaz de dar racionalidade imparcial ao Estado, pois Vargas teria providencial intuição do bem e da verdade, além de ser um gênio político.
CAMPOS, F. O Estado nacional. Rio de Janeiro: José Olympio, 1940 (adaptado).


Segundo as ideias de Francisco Campos,
a) os eleitores, políticos e juízes seriam mal intencionados.
b) o governo Vargas seria um mal necessário, mas transitório.
c) Vargas seria o homem adequado para implantar a democracia de partidos.
d) a Constituição de 1937 seria a preparação para uma futura democracia liberal.
e) Vargas seria o homem capaz de exercer o poder de modo inteligente e correto.

 

 

3 – República Velha à Era Vargas: Zuenir Ventura, em seu livro “Minhas memórias dos outros” (São Paulo: Planeta do Brasil, 2005), referindo-se ao fim da “Era Vargas” e ao suicídio do presidente em 1954, comenta: Quase como castigo do destino, dois anos depois eu iria trabalhar no jornal de Carlos Lacerda, o inimigo mortal de Vargas (e nunca esse adjetivo foi tão próprio). Diante daquele contexto histórico, muitos estudiosos acreditam que, com o suicídio, Getúlio Vargas atingiu não apenas a si mesmo, mas o coração de seus aliados e a mente de seus inimigos. A afirmação que aparece “entre parênteses” no comentário e uma consequência política que atingiu os inimigos de  Vargas aparecem, respectivamente, em:
(A) a conspiração envolvendo o jornalista Carlos Lacerda é um dos elementos do desfecho trágico e o recuo da ação de políticos conservadores devido ao impacto da reação popular.
(B) a tentativa de assassinato sofrida pelo jornalista Carlos Lacerda por apoiar os assessores do presidente que discordavam de suas ideias e o avanço dos conservadores foi intensificado pela ação dos militares.
(C) o presidente sentiu-se impotente para atender a seus inimigos, como Carlos Lacerda, que o pressionavam contra a ditadura e os aliados do presidente teriam que aguardar mais uma década para concretizar a democracia progressista.
(D) o jornalista Carlos Lacerda foi responsável direto pela morte do presidente e este fato veio impedir definitivamente a ação de grupos conservadores.
(E) o presidente cometeu o suicídio para garantir uma definitiva e dramática vitória contra seus acusadores e oferecendo a própria vida Vargas facilitou as estratégias de regimes autoritários no país.

 


4 – República Velha à Era Vargas:
A partir de 1942 e estendendo-se até o final do Estado Novo, o Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio de Getúlio Vargas falou aos ouvintes da Rádio Nacional semanalmente, por dez minutos, no programa “Hora do Brasil”. O objetivo declarado do governo era esclarecer os trabalhadores acerca das inovações na legislação de proteção ao trabalho.
GOMES, A. C. A invenção do trabalhismo. Rio de Janeiro: IUPERJ/Vértice. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1988 (adaptado).


Os programas “Hora do Brasil” contribuíram para:
A) conscientizar os trabalhadores de que os direitos sociais foram conquistados por seu esforço, após anos de lutas sindicais.
B) promover a autonomia dos grupos sociais, por meio de uma linguagem simples e de fácil entendimento.
C) estimular os movimentos grevistas, que reivindicavam um aprofundamento dos direitos trabalhistas.
D) consolidar a imagem de Vargas como um governante protetor das massas.
E) aumentar os grupos de discussão política dos trabalhadores, estimulados pelas palavras do ministro.

 

 

5 – República Velha à Era Vargas: A figura de Getúlio Vargas, como personagem histórica, é bastante polêmica, devido à complexidade e à magnitude de suas ações como presidente do Brasil durante um longo período de quinze anos (1930-1945). Foram anos de grandes e importantes mudanças para o país e para o mundo. Pode-se perceber o destaque dado a Getúlio Vargas pelo simples fato de este período ser conhecido no Brasil como a “Era Vargas”. Entretanto, Vargas não é visto de forma favorável por todos. Se muitos o consideram como um fervoroso nacionalista, um progressista ativo e o “Pai dos Pobres” existem outros tantos que o definem como ditador oportunista, um intervencionista e amigo das elites.
Provavelmente você percebeu que as duas opiniões sobre Vargas são opostas, defendendo valores praticamente antagônicos. As diferentes interpretações do papel de uma personalidade histórica podem ser explicadas, conforme uma das opções abaixo. Assinale-a.
(A) Um dos grupos está totalmente errado, uma vez que a permanência no poder depende de ideias coerentes e de uma política contínua.
(B) O grupo que acusa Vargas de ser ditador está totalmente errado. Ele nunca teve uma orientação ideológica favorável aos regimes politicamente fechados e só tomou medidas duras forçado pelas circunstâncias.
(C) Os dois grupos estão certos. Cada um mostra Vargas da forma que serve melhor aos seus interesses, pois ele foi um governante apático e fraco – uma verdadeira marionete nas mãos das elites da época.
(D) O grupo que defende Vargas como um autêntico nacionalista está totalmente enganado. Poucas medidas nacionalizantes foram tomadas para iludir os brasileiros, devido à política populista do varguismo, e ele fazia tudo para agradar aos grupos estrangeiros.
(E) Os dois grupos estão errados, por assumirem características parciais e, às vezes conjunturais, como sendo posturas definitivas e absolutas

 

Exercícios Sobre a História do Inicio do Século XX.


6 – República Velha à Era Vargas: A charge exposta a seguir trata da política brasileira durante o período de crise do que se convencionou chamar de República Oligárquica.

Charge de STONI na revista Careta, ano 22, n 1103, de 10/08/1929 In: LEMOS, Renato  (organizador). “Historia do Brasil através da caricatura” (1840-2001). Rio de Janeiro: Bom Texto Editora e Produtora de Arte e Editora Letras & Expressões, 2001. p.61.


A charge em questão joga com o nome de personagens importantes da política brasileira da época para compor o nome daquele que, conhecido como “Cavaleiro da Esperança”, carregava então um enorme prestígio e as aspirações de mudança de grandes parcelas do povo brasileiro a partir de sua atuação:
a) na revolta de julho de 1922, conhecida como os 18 do Forte de Copacabana, em contestação à eleição e posse de Artur Bernardes, representante das oligarquias dominantes.
b) no levante de novembro de 1935, em nome da Aliança Nacional Libertadora (ANL), contra o integralismo e o governo de Getúlio Vargas (1934/37).
c) na direção do Partido Comunista do Brasil (PCB), que se tornou vítima do autoritarismo do governo de Eurico Dutra (1946/51).
d) na direção da luta operária do período, com a organização do Bloco Operário e Camponês (BOC), que o lançou candidato à presidência da República em 1930.
e) na chamada “Coluna Miguel Costa – Prestes”, que percorreu o Brasil buscando organizar um levante contra o governo das oligarquias rurais.

 


7 – República Velha à Era Vargas: A República criou uma cidadania precária, porque calcada na manutenção da iniquidade das estruturas sociais – acentuou as distâncias entre as diversas regiões do país, cobrindo-as com a roupagem do federalismo difuso da política dos governadores , ou dando continuidade à geografia oligárquica do poder que, desde o Império, diluía o formalismo do Estado e das instituições.

(SALIBA, Elias Thomé. “Raízes do riso: a representação humorística na história brasileira; da Belle Époque aos primeiros tempos do rádio”. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p.67.) O fragmento de texto acima refere-se aos primeiros tempos da República no Brasil. É correto afirmar que a implantação da República
a) renovou as instituições políticas, ampliando o poder do Estado e dissolvendo os poderes locais.
b) alterou radicalmente a estrutura social do Império, devido à ascensão da burguesia e declínio da aristocracia.
c) introduziu um modelo federalista, que permitiu maior autonomia local e integração nacional.
d) manteve os desníveis sociais presentes no Império e não ofereceu ampliação significativa dos direitos de cidadania.
e) centralizou agudamente o poder nas mãos dos governadores, diminuindo as atribuições das instituições políticas e do Presidente da República.

 


8 – República Velha à Era Vargas: A “Política dos Governadores”, iniciada, na República Velha, por Campos Sales baseava-se no(a):
a) domínio das elites oligárquicas estaduais sobre as populações rurais, através da repressão violenta às constantes revoltas armadas.
b) controle exercido pelas oligarquias sobre os oficiais da Guarda Nacional, os quais influenciavam fortemente a condução da política nacional.
c) elaboração de uma política de correção dos vícios do sistema eleitoral, advinda de articulações entre as oligarquias e o governo federal.
d) teia de relações políticas ligada ao poder oligárquico, a qual partia do presidente e se estendia até os eleitores nos municípios tutelados pelos coronéis.

 


9 – República Velha à Era Vargas: Eleição dá despesa: registro de nascimento, que a criançada vai nascendo e só se registra quando chega a hora de votar, meia dúzia de retratos, lanche, passagem. Fora a distribuição de máquinas de costura, empréstimos de vaca com cria pra quem tá carecendo de leite, ainda tem matuto querendo ver direito o nome dos candidatos. Pode não, oxente! (…) (RIBEIRO, Marcus Venício et alii. Brasil Vivo. Petrópolis, Ed. Vozes, 1992.) O mecanismo político existente na “República oligárquica” no Brasil e caricaturado no trecho acima é:
a) Lei de Terras
b) voto de cabresto
c) política dos governadores
d) Comissão de Verificação de Poderes

 


10 –
República Velha à Era Vargas: A moderna democracia brasileira foi construída entre saltos e sobressaltos. Em 1954, a crise culminou no suicídio do presidente Vargas. No ano seguinte, outra crise quase impediu a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitschek. Em 1961, o Brasil quase chegou à guerra civil depois da inesperada renúncia do presidente Jânio Quadros. Três anos mais tarde, um golpe militar depôs o presidente João Goulart, e o país viveu durante vinte anos em regime autoritário. A partir dessas informações, relativas à história republicana brasileira, assinale a opção correta. a) Ao término do governo João Goulart, Juscelino Kubitschek foi eleito presidente da República.
b) A renúncia de Jânio Quadros representou a primeira grande crise do regime republicano brasileiro.
c) Após duas décadas de governos militares, Getúlio Vargas foi eleito presidente em eleições diretas.
d) A trágica morte de Vargas determinou o fim da carreira política de João Goulart.
e) No período republicano citado, sucessivamente, um presidente morreu, um teve sua posse contestada, um renunciou e outro foi deposto.

 

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Gabarito com as respostas dos exercícios sobre a História do Brasil da República Velha à Era Vargas:

1. C
2. E
3. A
4. D
5. E
6. E
7. D
8. D
9. B
10.E

 

 

 

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